Fotografado planeta em estrela semelhante ao Sol

15 de setembro de 2008 • 18h31 • atualizado às 18h59
A estrela semelhante ao Sol, no centro, e o planeta extra-solar, no alto, à esquerda
A estrela semelhante ao Sol, no centro, e o planeta extra-solar, no alto, à esquerda
15 de setembro de 2008
Gemini Observatory/Divulgação

Cientistas obtiveram as primeiras imagens de um planeta extra-solar que orbita uma estrela muito parecida com o Sol. Quase todos os cerca de 300 planetas já descobertos fora do nosso Sistema Solar foram localizados por meios indiretos - como a oscilação gravitacional que eles exercem ao passar diante de suas estrelas.

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Até que na segunda-feira a Universidade de Toronto anunciasse que seus cientistas usaram o telescópio Gemini North, em Mauna Kea (Havaí, EUA) para capturar imagens diretas do planeta, que tem o tamanho aproximado de Júpiter, mas cerca de oito vezes mais massa. Ele é também muito mais quente que Júpiter.

Esse planeta e sua provável estrela ficam na nossa galáxia, a Via Láctea, a cerca de 500 anos-luz da Terra, segundo os cientistas.

"Sempre foi uma meta tirar uma foto de um planeta em torno de outra estrela. O desafio, claro, é que os planetas são muito, muito mais pálidos que as estrelas", disse por telefone Ray Jayawardhana, um dos cientistas envolvidos.

De todos os planetas extra-solares conhecidos, este é o que orbita mais longe da sua estrela. Ele fica quase 11 vezes mais longe da sua estrela do que Netuno - o planeta mais "periférico" do nosso sistema. Agora, os cientistas estão trabalhando para confirmar se o planeta de fato orbita a estrela que parece orbitar, mas esse estudo ainda pode levar dois anos.

"A estrela é muito típica. É como o Sol, só que mais nova. Mas o planeta é bem raro. Está entre os que mais têm massa entre os planetas extra-solares já encontrados. E também está muito distante da sua estrela", acrescentou Jayawardhana.

Até agora, os únicos objetos semelhantes a planetas vistos diretamente fora do Sistema Solar estavam flutuando livremente, e não orbitando estrelas, ou então orbitavam anãs-marrons, estrelas "defeituosas" que não atingiram a massa necessária para desencadear a fusão nuclear típica das estrelas normais.

Os cientistas dizem ter se beneficiado de uma tecnologia que reduz distorções da turbulência na atmosfera terrestre. Jayawardhana afirmou que os cientistas encontraram evidências de água e monóxido de carbono na atmosfera do planeta. Mas o lugar não parece apto a ter vida, já que provavelmente é do tipo gigante gasoso, além de jovem demais.

A estrela em questão é uma recém-nascida, com seus cerca de 5 milhões de anos de idade. O Sol tem 4,5 bilhões de anos.

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