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"O Brasil contribui com conhecimento, trabalho e participação científica. A participação financeira não é nula, mas a maior contribuição brasileira é na parte de know how, conhecimento e trabalho", explicou Jun Takahashi, professor pesquisador da Universidade de Campinas, que participa do projeto.
De acordo com ele, os experimentos que serão realizados na máquina colocarão em teste teorias fundamentais da física, como a do Big Bang. "A gente está testando elas para ver quais delas funcionam, quais delas descrevem bem a natureza. Com certeza, os dados da LHC vão trazer informações que vão permitir a gente conhecer melhor como a natureza é e porque a natureza é como ela é", disse.
De acordo com Walmir Thomazi Cardoso, professor do departamento de física da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Ensino de Astronomia, a intenção de se criar um acelerador de partículas é conhecer a natureza da matéria, a constituição de tudo que se conhece.
"Para isso ele quebra as partículas, ele colide as partículas para ver o que a acontece. O universo começou a partir dessas partículas. Então quando a gente estuda como são feitas as partículas a gente está estudando a história íntima do universo, como é que o universo começou a existir", explicou.
O professor da PUC considerou ainda que o experimento não deve proporcionar nenhuma "revolução" nas teorias existentes. "Ele não vai causar nenhuma grande revolução, talvez ajude a confrontar a teoria do Big Bang com uma outra teoria, que é a teoria das Cordas e das Supercordas, teoria que diz que tudo do universo se comportaria como uma "orquestra sinfônica".
Agência Brasil