Os vídeos foram então analisados por quatro sexólogos que não tinham conhecimentos prévios sobre a rotina sexual das mulheres pesquisadas. Os resultados indicaram que, em 80% dos casos, é possível que um pesquisador treinado consiga inferir corretamente sobre a capacidade das mulheres de ter orgasmos vaginais apenas pela maneira como elas caminham.
Segundo os pesquisadores, a soma do comprimento dos passos com a rotação vertebral é maior entre as mulheres que têm orgamos vaginais.
Anatomia
Entre as possíveis explicações para os resultados do estudo, publicado na edição de setembro da publicação científica The Journal of Sexual Medicine, está a hipótese de que as características anatômicas determinam quais mulheres têm mais ou menos tendência a ter orgasmos vaginais.
"Músculos pélvicos bloqueados, que podem ser associados com debilidades psicosexuais, podem também comprometer a capacidade de ter orgasmos vaginais e o modo com que se caminha", diz Stuart Brody, um dos líderes do estudo. Ainda segundo o pesquisador, mulheres com capacidade de ter orgasmos vaginais se sentiriam mais confiantes com sua sexualidade, o que pode refletir no modo como caminham.
"Esta confiança também pode estar relacionada com os tipos de relação que a mulher teve, considerando-se que o orgasmo vaginal está associado com uma maior qualidade nas relações", escrevem os autores. As conclusões do estudo dão mais credibilidade às teorias que propõem técnicas de respiração e movimentos musculares para tratar disfunções sexuais.
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