As bactérias detectadas foram identificadas como desulfovibrios e thiobacillus, que geram um processo químico por meio do qual as rochas porosas com as quais os edifícios maias foram construídos sofrem corrosão constante.
"Além das bactérias, as pedras sofrem deterioração pelas condições naturais do meio ambiente da região, como o calor, superior a 40 graus centígrados, e a umidade própria do trópico durante quase todo o ano", disse à AFP o pesquisador Luis Maldonado López.
O especialista, que coordena a Oficina Internacional de Corrosão de monumentos históricos, disse que foram feitos estudos nas áreas arqueológicas de Tulum, Uxmal e Ek Balam.
Em todas foi detectada a presença de microorganismos nocivos.
Esta oficina surgiu há quatro anos pela necessidade de se estabelecer um plano de proteção do acervo arquitetônico de Yucatán, incluindo as áreas arqueológicas.
O pesquisador disse que a tecnologia de produtos químicos para evitar a corrosão dos monumentos históricos é acessível, mas o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), encarregado de sua preservação, não conta com orçamento suficiente.
Yucatán tem mais de três mil sítios arqueológicos, dos quais apenas 10 são abertos ao público e recebem algum tipo de manutenção constante e vigilância permanente.
Outros quinze só são resguardados por um vigia de forma parcial, o resto ainda não foi totalmente explorado e carece de pessoal para fazer o trabalho de vigilância.
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