Estudo: trabalhadores têm mais enfartes na 2ª feira

02 de setembro de 2008 • 02h14 • atualizado às 17h27

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto mostra que a segunda-feira pode ser muito mais do que o Dia Nacional da Preguiça. Segundo a pesquisa, realizada em 17 hospitais de 15 cidades do interior paulista, segunda-feira é o dia de maior incidência de enfastes entre trabalhadores de baixa renda. Das 173 mil internações por ataques do coração registradas ao longo de dez anos, 17% foram às segundas-feiras. Nos demais dias da semana, o percentual de internação girou em torno de 14%.

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"Para o trabalhador, a segunda-feira funciona como um gatilho que pode desencadear uma série de intercorrências cardíacas, como o enfarte. O motivo é o estresse físico e emocional provocado pela transição de um período de descanso e relaxante para outro, de tensão e sofrimento. Mas este tipo de situação só acomete quem tem predisposição, ou seja, quem fuma, leva vida sedentária e não se alimenta direito", salienta o cardiologista Juan Yazlle Rocha.

Outro dado curioso é que, se segunda-feira é o dia de maior incidência de enfarte para trabalhadores de baixa renda, o sábado é o de maior propensão para profissionais mais abastados, como executivos e empresários. Nestes casos, observa Juan, o gatilho funcionaria às avessas. "É como se o trabalho fosse prazeroso e a vida familiar, estressante", afirma. Para ambos os casos, Juan recomenda que os trabalhadores reavaliem sua atividade profissional. "O mesmo trabalho pode ser prazeroso ou estressante. Depende da maneira como o trabalhador se relaciona com ele", avalia.

Manhã concentra mais casos
Se a segunda é o dia de grande incidência de enfartes, o horário de maior risco é o matutino. Mais especificamente aquele compreendido entre 3h e 11h. Para o diretor-médico do Instituto Nacional de Cardiologia, Marco Antônio de Mattos, essa mórbida estatística pode ser explicada pelo aumento do número de plaquetas no sangue. "Pela manhã, ao acordar, o organismo libera mais hormônios, como o cortisol e a adrenalina, que favorecem a formação de placas de gordura e elevam as chances de enfarte", esclarece.

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