Governo nega extinção de 80% das espécies de peixe

21 de agosto de 2008 • 21h18 • atualizado em 22 de agosto de 2008 às 09h18

O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, rebateu nesta sexta-feira as críticas de um, divulgado em São Paulo na última terça-feira (19), que aponta que 80% das espécies de peixe exploradas economicamente no Brasil estão ameaçadas de extinção.

"O Greenpeace fala das espécies sobre-explotadas. Ou seja, aquelas cuja exploração já está esgotada, como é o caso da lagosta. Não 80% de todas as espécies", explicou o ministro. "Para garantir a sustentabilidade, nós pretendemos focar a pesca nas espécies que ainda temos muita capacidade de exploração como é o caso da Anchuita", completou.

Segundo Gregolin, a secretaria também fez trabalhos de recuperação das espécies ameaçadas como o camarão sete-barbas e a lagosta, ampliando o período de defeso em que a pesca fica proibida e intensificou a fiscalização.

Para aumentar exploração e o cultivo para comercialização, a secretaria quer estimular que se coma mais pescados no Brasil. Para isso, vai promover, a partir do dia 25, a Semana do Peixe.

No Brasil, a média de consumo por pessoa, a cada ano, é de apenas 7 quilos, enquanto no resto do mundo essa média é de 16 quilos. A Organização Mundial de Saúde recomenda que as pessoas consumam, pelo menos, 12 quilos de peixe por ano.

As metas da secretaria incluem o aumento da produção de peixes das atuais 1,05 milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas, até 2011 e ainda o aumento do número de pescadores cadastrados que atualmente é de 613 mil para 5 milhões, no mesmo período.

Agência Brasil
 
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