Estados darão sugestões contra mudanças climáticas

15 de agosto de 2008 • 06h38 • atualizado às 10h35

O Fórum  Brasileiro de Mudanças Climáticas  reuniu nesta sexta-feira representantes de todos os fóruns estaduais com o objetivo de dar sugestões ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas, com lançamento previsto para novembro. O encontro será na Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão.

"O que a gente está querendo  é ouvir o que os estados estão propondo, até para poder  integrar mais com algumas ações do governo federal" disse o  coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), vinculado à Coppe, Marcos Freitas. O instituto dá a base para o funcionamento da secretaria-executiva do fórum. 

A contenção do desmatamento é uma das ações consideradas importantes para a área de clima. Freitas destacou nesse sentido  que "se não  houver adesão dos estados amazônicos, principalmente, é muito difícil alterar o processo de corte ou de valorização de atividades que não venham impactar a floresta".

Ele lembrou que um projeto de lei já encaminhado ao Congresso Nacional define  a política nacional de mudança do clima "e terá rebates a nível dos estados".

Em Minas Gerais, por exemplo, o professor da Coppe disse que a preocupação é com o carvão vegetal e a floresta plantada. No caso do Rio de Janeiro e São Paulo, a poluição urbana ganha peso considerável.

Outras questões como vulnerabilidade climática e uso dos solos devem  merecer destaque no debate.

Atualmente, existem cerca de 15 fóruns estaduais no país visando a inserir  políticas de mudanças do clima. Marcos Freitas informou que alguns estados estão fazendo ações concretas, como estimular o reflorestamento de áreas  para seqüestro de carbono ou legislações complementares para contrabalançar a  emissão de  gases do efeito estufa  pela geração de energia  termelétrica.

Outros estados priorizam a adoção de energias renováveis ou de uso eficiente de energia, que é o caso do Rio de Janeiro.

Criado por decreto presidencial em 2000, o  Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem previsão de encaminhar as sugestões ao governo federal até setembro próximo.

O documento será analisado pela comissão interministerial a ser criada pelo governo no prazo de 30 dias, para proceder os ajustes necessários. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem como secretário-executivo o físico Luiz Pinguelli, da Coppe/UFRJ.

Agência Brasil
 
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