"O que a gente está querendo é ouvir o que os estados estão propondo, até para poder integrar mais com algumas ações do governo federal" disse o coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), vinculado à Coppe, Marcos Freitas. O instituto dá a base para o funcionamento da secretaria-executiva do fórum.
A contenção do desmatamento é uma das ações consideradas importantes para a área de clima. Freitas destacou nesse sentido que "se não houver adesão dos estados amazônicos, principalmente, é muito difícil alterar o processo de corte ou de valorização de atividades que não venham impactar a floresta".
Ele lembrou que um projeto de lei já encaminhado ao Congresso Nacional define a política nacional de mudança do clima "e terá rebates a nível dos estados".
Em Minas Gerais, por exemplo, o professor da Coppe disse que a preocupação é com o carvão vegetal e a floresta plantada. No caso do Rio de Janeiro e São Paulo, a poluição urbana ganha peso considerável.
Outras questões como vulnerabilidade climática e uso dos solos devem merecer destaque no debate.
Atualmente, existem cerca de 15 fóruns estaduais no país visando a inserir políticas de mudanças do clima. Marcos Freitas informou que alguns estados estão fazendo ações concretas, como estimular o reflorestamento de áreas para seqüestro de carbono ou legislações complementares para contrabalançar a emissão de gases do efeito estufa pela geração de energia termelétrica.
Outros estados priorizam a adoção de energias renováveis ou de uso eficiente de energia, que é o caso do Rio de Janeiro.
Criado por decreto presidencial em 2000, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem previsão de encaminhar as sugestões ao governo federal até setembro próximo.
O documento será analisado pela comissão interministerial a ser criada pelo governo no prazo de 30 dias, para proceder os ajustes necessários. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem como secretário-executivo o físico Luiz Pinguelli, da Coppe/UFRJ.
Agência Brasil