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O gerente de vendas Onivaldo Cassiano, 49 anos, que sofria de aneurisma na aorta, principal irrigação sangüínea do corpo, ficou das das 7h30 do dia 28 de julho até 10h30 do dia 30 na sala de cirurgia. O procedimento e a recuperação do paciente só foi divulgada pelo hospital ontem em entrevista coletiva.
Por causa indefinida, a anomalia sofrida por Onivaldo levaria o paciente a uma ruptura do órgão. Durante a cirurgia, a equipe de oito pessoas trocaria a aorta, a válvula cardíaca e realizaria uma ponte de safena. Após as intervenções, Cassiano sangrava intensamente sem coagulação, o que exigiu transfusões que esgotaram o estoque de sangue de Londrina.
De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o médico chegou a cochilar no chão para descansar um pouco. Com a equipe exausta e sem saída, Gregori voltou à mesa de operação, reabriu o paciente e refez todas as ligações. Neste momento, apelou para uma técnica que chamou de marmorização.
"Se eu cobrir todo o sistema cardíaco com cola, por onde vai sangrar?", pensou. Dessa vez, a cola, no entanto, era biológica - a nova aorta e a nova válvula seriam totalmente readeridas ao coração, além das suturas usuais.
Durante 15 horas, a equipe se revezou, segurando o tórax aberto do paciente com as mãos, enquanto compressas tentavam conter a hemorragia. "Até que o coração voltou a bater forte e bonito. Sabia que uma hora teria que coagular." Segundo o médico, pacientes que ultrapassam a 10ª hora de cirurgia têm apenas 2% de chance de sobreviver. Após 10 dias de UTI e lenta recuperação, Onivaldo passa bem. Na entrevista, ele contou que mais de 30 amigos se revezaram em doações de sangue e na atenção à família. "Recebi muita ajuda de todos e, no fim, um milagre pelas mãos dos médicos."
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