Europeus concluem testes de acelerador de partículas

11 de agosto de 2008 • 16h26 • atualizado às 17h27

A Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern) ensaiou com sucesso a injeção e a condução de partículas no anel subterrâneo do Grande Colisor de Hádrons (LHC), um gigantesco tubo acelerador que pretende desvendar a última estrutura da matéria.

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"Tudo correu bem e estamos muito contentes", declarou James Gillies, porta-voz do Cern. O experimento, realizado várias vezes durante todo o fim de semana, consistiu em testar a sincronização do LHC com o acelerador Super Proton Synchrotron (SPS).

Esta prova permitiu aos cientistas afinar as medidas e a condução de partículas pelos ímãs incorporados ao LHC. Estes foram os últimos ensaios antes do primeiro grande teste do LHC, previsto para 10 de setembro.

O LHC é um acelerador de 27 quilômetros de circunferência, equipado com grandes ímãs supercondutores (cuja operação necessita de temperaturas muito baixas), construído com um triplo objetivo: desvendar a última estrutura da matéria, as propriedades das forças fundamentais e as leis que regem a evolução do Universo.

A máquina fica em um túnel entre 50 e 120 metros de profundidade e se divide em oito setores, seis dos quais já estão resfriados a -271ºC.

Ela se baseia em uma rede magnética, com dois canos pelos quais circulam prótons em sentidos opostos, e contém 1.232 ímãs bipolares (de 15 metros de comprimento cada um deles) e 392 de quatro pólos (de uns 6 metros cada), além de milhares de ímãs pequenos.

Ela também dispõe de um sistema de aceleração baseado em cavidades de radiofreqüência supercondutoras que permite aumentar a energia dos feixes a um fator 15 em aproximadamente 30 segundos.

Quando a máquina funcionar a pleno rendimento, serão produzidas nas regiões de interação um bilhão de colisões por segundo, das quais aproximadamente só uma entre um trilhão será verdadeiramente interessante para os cientistas.

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