AquaRio exibirá 12 mil animais de 400 espécies

05 de agosto de 2008 • 04h56 • atualizado às 10h15

Bruna Talarico

Rio de Janeiro


A zona Portuária do Rio, conhecida pelo abandono e insegurança, passará a contar com um novo aliado para a revitalização da área. O AquaRio, projeto do Instituto Museu Aquário Marinho do Rio de Janeiro em parceria com a Prefeitura, dará entrada hoje em seu projeto arquitetônico na Secretaria Municipal de Urbanismo.

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O aquário, que terá 25 mil metros quadrados, 5,4 milhões de litros de água e exibirá 12 mil animais de 400 espécies, será construído na altura do Armazém 8, na avenida Rodrigues Alves. O AquaRio será o maior centro do gênero da América Latina.

A área cedida pela prefeitura corresponde ao antigo edifício da Cibrazem, próximo à Cidade do Samba. Os animais serão capturados na natureza ou fornecidos por instituições que não possuam condições de abrigar os bichos. Marcelo Szpilman, idealizador do AquaRio e diretor do Instituto Ecológico Aqualung, ressaltou para a importância da criação de uma área destinada à educação e entretenimento, conjugados, em uma cidade como o Rio, que tem uma vocação natural para o turismo ligado ao mar.

"O projeto é um sonho antigo. O Rio precisava de um lugar assim, que junta o lazer à cultura e ao reconhecimento ambiental", defende o biólogo marinho. "O AquaRio pode ser definido como um depositário de biodiversidade que vai funcionar como uma locomotiva para a revitalização da zona Portuária."

Já com a captação de patrocínio em estado adiantado, segundo o próprio Szpilman, as obras deverão ser iniciadas em até 4 meses e concluídas em um prazo de até 2 anos. Alcídes Horácio de Azevedo, responsável pelo projeto arquitetônico do complexo, assinala que a iniciativa privada entrará com um investimento de R$ 70 milhões, enquanto a prefeitura responderá pela cessão a estrutura da área, já existente.

"O imóvel foi cedido pela prefeitura com destinação específica", explicou o arquiteto. "Ele será então reformado e adaptado com recurso exclusivo da iniciativa privada e empresas parceiras."

O Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se formou Szpilman, realizará no aquário todas as pesquisas relacionadas a peixes de recife e recifes de coral. O AquaRio funcionará como um campus avançado para a universidade, que terá a garantia de estágio para pelo menos 100 alunos do núcleo.

"É uma oportunidade maravilhosa", acredita Szpilman. "A UFRJ estará a frente de toda a questão de pesquisa."

Acesso democrático
A entrada ao AquaRio, segundo o diretor do projeto, Marcelo Szpilman, tem caráter democrático. O ingresso custará R$ 20, valor que será reduzido à metade no caso de estudantes, maiores de 65 anos e crianças.

Os alunos da rede municipal de ensino e os funcionários da prefeitura contarão com a gratuidade no acesso, e o projeto prevê ainda a criação de convênios com instituições de ensino da rede particular e estadual.

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