No caso da sede do Secretariado da ONU, o termostato passará a funcionar marcando de 22,2°C a 25°C, ao passo que, no anexo que abriga as salas de conferências da organização, o termômetro vai subir para entre 21,1°C e 23,9°C graus centígrados.
Por conta disso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, autorizou a flexibilização do código de vestimenta para que os cerca de 5.000 empregados da organização possam se adaptar ao aumento da temperatura ambiente.
"Não vamos montar 'esquadrões da moda', mas o que buscamos é que as pessoas se vistam com roupas mais leves", disse em entrevista coletiva Michael Adlerstein, responsável pelo projeto de modernização da sede da ONU.
Adlerstein deu o exemplo escolhendo para a ocasião uma camisa branca e uma calça cáqui, no lugar do tradicional terno com gravata que o renomado arquiteto nova-iorquino costuma usar.
A ONU calcula que a diminuição do consumo do ar condicionado reduzirá em até US$ 100 mil a conta de luz do edifício. Além disso, evitará a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos gases causadores do efeito estufa.
Adlerstein disse que, se a iniciativa der bons resultados, sua duração poderá se estender para além de agosto, devendo ser aplicada até durante o inverno, embora, nesse caso, a recomendação será para as pessoas usarem peças que conservem o calor do corpo.
A ONU lembrou que os participantes da conferência internacional sobre mudança climática realizada em dezembro na ilha indonésia de Bali já aceitaram adotar um traje mais adequado a temperaturas amenas.
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