Estudo: dieta mediterrânea está perdendo adeptos

29 de julho de 2008 • 09h43 • atualizado às 10h07

O uso da dieta mediterrânea, baseada em frutas e verduras frescas, caiu nos últimos 45 anos "e se encontra em estado agonizante" em sua própria área, segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O estudo afirma que o sobrepeso e a obesidade aumentaram na região. A pesquisa do economista da FAO Joseg Schmidhuber assinala que a dieta mediterrânea tem seguidores no mundo todo, mas "é cada vez mais ignorada na região onde se originou".

O relatório de Schmidhuber foi apresentado em um seminário organizado recentemente pelo Califórnia Mediterranean Consortium, formado por sete instituições acadêmicas dos EUA e pela União Européia a fim de acompanhar os produtos mediterrâneos no mercado mundial, assinalou hoje a FAO em comunicado.

Diante da dieta mediterrânea, "elogiada pelos especialistas por manter as pessoas magras, saudáveis e longevas", a população às margens do Mediterrâneo utiliza a maior parte de sua renda para somar "grande quantidade de calorias" procedentes de carnes e gorduras a uma dieta pobre em proteínas animais.

O maior consumo de calorias e uma menor despesa das mesmas, fizeram com que a Grécia se tornasse no país da União Européia (UE) com a média mais alta de Índice de Massa Corporal (IMC). Grande parte dos gregos tem sobrepeso ou são obesos.

Mais da metade dos italianos, espanhóis e portugueses sofrem igualmente com sobrepeso, ao mesmo tempo em que foi produzido um notável aumento de calorias e carga glicêmica nas dietas dos moradores do norte da África e do Oriente Médio.

O relatório assinala que nenhum dos países da UE segue a recomendação de que os lipídios não ultrapassem 30% do total da contribuição energética da dieta.

Espanha, Grécia e Itália ultrapassam "amplamente" este limite e se transformaram nos maiores consumidores de gorduras na Europa, acrescenta o estudo.

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