OMS diz que surto de Sars parece contido na China

05 de maio de 2004 • 05h59 • atualizado às 05h54

A China prosseguiu hoje, quarta-feira, seus avanços na luta contra a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) ao não haver declaração de qualquer caso novo e com a saída do hospital da primeira paciente recuperada.

"Parece que o surto foi contido, já que não aconteceram novos casos de contágio nos últimos dias", declarou Roy Wadia, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Pequim.

Wadia assinalou que "ainda é muito cedo para assegurar que tudo está sob controle", mas se for mantida a atual situação durante mais um tempo, "poderemos dizê-lo".

O cauteloso otimismo da OMS coincide com o anúncio hoje de que a enfermeira Li recebeu alta, ela que foi o primeiro caso diagnosticado deste último surto de Sars, que até o momento teve nove casos confirmados, dos quais um morreu.

O Ministério chinês da Saúde confirmou que quase 250 pessoas que estavam em observação médica receberam alta hoje, 103 na província oriental de Anhui e 141 na capital.

Na atualidade, permanecem internados em situação de isolamento sete pacientes diagnosticados com Sars, dos quais seis estão em Pequim e um em Anhui, embora esta última pessoa possa receber alta em breve, já que não tem febre há 11 dias.

Os nove casos confirmados de Sars durante este último surto estão vinculadas entre si e parecem ter sua origem no contágio de dois pesquisadores no Instituto de Virologia de Pequim.

O porta-voz da OMS assinalou no entanto que ainda não é possível confirmar cem por cento que o laboratório seja a origem do foco de Sars, já que "ainda estão sendo feitas investigações".

Especialistas da OMS voltaram ontem ao laboratório e retornarão nos próximos dias para tentar entender o que falhou nos controles de segurança do Instituto de Virologia e nos hospitais onde os pacientes foram contaminados.

A OMS considera que nas atuais circunstâncias a Sars não é uma ameaça para a saúde pública.

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