Fóssil descoberto na Antártida indica que região já foi mais quente

22 de julho de 2008 • 20h40 • atualizado em 23 de julho de 2008 às 11h17

Um novo fóssil descoberto na Antártida indica que essa região foi, há milhões de anos atrás, mais quente do que é agora, o que tem implicações para o estudo da evolução da calota polar e da mudança climática.

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A descoberta, divulgada hoje pela revista britânica Proceedings of the Royal Society B, realizada por um grupo de cientistas de várias universidades do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Os fósseis são de um antigo lago de aproximadamente 14 milhões de anos, e estão bem conservados em três dimensões, inclusive suas partes delicadas, apontam os cientistas.

O professor Mark Williams, do departamento de Geologia da universidade inglesa de Leicester, afirmou que a existência deste tipo de fóssil, até agora desconhecida, na Antártida, demonstra que essa área do planeta era mais quente que é atualmente.

Para Williams, a descoberta destes fósseis demonstra que houve desde então um esfriamento "substancial e muito intenso" do clima antártico, o que é um dado "importante para traçar a evolução da calota polar, um fator-chave para entender os efeitos do aquecimento global".

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