O novo foco da Sars teria se originado no Instituto Nacional de Virologia da China, onde são feitos testes com esse vírus para a elaboração de uma vacina contra a doença. Por enquanto há nove doentes, entre casos suspeitos e confirmados clinicamente, e cerca de mil pessoas sob vigilância médica.
Sobre as causas do novo foco, Maria Chang disse que está sendo aguardado o resultado das pesquisas de uma equipe da OMS enviada à China, mas adiantou que isto não teria ocorrido "se a saúde dos funcionários do laboratório tivesse sido mantida sob estrita observação". Ela acrescentou que esta situação demonstra a importância de respeitar as medidas de biosegurança nos laboratórios, principalmente "quando manipula-se patógenos graves como o da Sars".
Por outro lado, Chang disse que os novos casos reportados pelas autoridades sanitárias chinesas "não estão tecnicamente confirmados", já que para isso é necessária a verificação de um laboratório externo em Hong-Kong. "As autoridades chinesas nos informaram que enviarão nos próximos dias amostras das pessoas doentes para sua confirmação externa", disse.
Chang esclareceu que, por enquanto, a OMS não considera este novo surto uma grave ameaça à saúde pública, já que "o rastreamento epidemiológico de todos os casos não leva ao Instituto Nacional de Virologia" em Pequim. Além disso, determinou-se que as pessoas contaminadas tiveram contato entra si. "Não vimos pessoas que tenham tido contato casual, no trem ou em um corredor, e que estejam contagiadas", garantiu.
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