Os cálculos renais, que correspondem à cristalização de sais presentes na urina, podem causar muita dor se chegarem ao tamanho de uma bola de gude. Eles são provocados pela desidratação.
Se o aquecimento global progredir no ritmo previsto pela ONU em 2007, os Estados Unidos podem esperar um aumento de 30% dos casos de cálculos renais nas regiões mais secas do país, segundo o estudo publicado nesta segunda-feira.
Entre 1,6 e 2,2 milhões de casos suplementares poderiam aparecer em 2050, custando um bilhão de dólares à ecomomia americana em tratamentos.
"Este estudo é um dos primeiros exemplos de uma conseqüência médica direta do aquecimento global na saúde humana", destacou Margaret Pearle, professora de urologia na Universidade do Texas.
"Nota-se um aumento dos riscos de cálculos nas pessoas que passam de um clima temperado a climas mais quentes. Este fato foi comprovado durante deslocamentos militares no Oriente Médio", acrescentou.
Tom Brikowski, principal autor do estudo, comparou o número de cálculos renais com as previsões de temperaturas da ONU e criou modelos matemáticos destinados a medir seu impacto na população.
Um deles mostra um aumento dos casos na metade sul dos Estados Unidos, inclusive no "cinturão dos cálculos renais" no sudeste, formados pelos estados de Alabama, Arkansas, Flórida, Georgia, Louisiana, Mississippi, Carolina do Nord, Carolina do Sul e Tennessee.
"Mudanças semelhantes podem ocorrer em outras regiões do mundo", ressaltou o estudo.
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