Saúde

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Quinta, 10 de julho de 2008, 17h31 Atualizada às 17h49

Estudo aponta redução de fumo passivo

Quase a metade dos americanos não fumantes continuam respirando fumaça de cigarros, mas este percentual teve uma grande redução desde o início dos anos 90, de acordo com estudos apresentados pelo governo americano, publicados nesta quinta pela agência de notícias AP. A principal razão para o declínio é o crescente número de leis criadas para proteger o não fumante, como as que proíbem fumo em lugares de trabalho e espaços públicos, como bares e restaurantes, dizem os pesquisadores do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos.

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Outro fator é a diminuição do número de fumantes adultos, que tem estado abaixo de 20%, segundo dados de 2007 do CDC. O novo estudo- que teve testes realizados entre 1999 e 2004 - descobriu que cerca de 46% dos não fumantes apresentavam sinais de nicotina no sangue. O que representa uma queda de 84% em relação aos testes similares realizados em finais dos anos 80 e início dos 90.

Mas os funcionários da saúde não festejam os resultados. "Os números ainda são elevados", disse Cinzia Marano, uma das autoras do estudo. "Não há níveis seguros de exposição."

Estudos têm demonstrado que os cigarros causam câncer de pulmão e outras doenças mortais não só em fumantes, mas também em não fumantes que respiram a fumaça.

Para não fumantes adultos, o fumo passivo aumenta o risco do câncer de pulmão em pelo menos 20% e os riscos de doenças cardíacas em pelo menos 25%. As crianças têm um risco maior de crises de asma, problemas de ouvido, infecções respiratórias agudas e de síndrome de morte súbita do lactente, dizem fontes oficiais de saúde.

O novo relatório da CDC levantou estes dados no National Health and Nutrition Survey, a unica pesquisa em que o governo americano envia trailers para realizar pesquisas nas comunidades do interior do país. Os participantes são questionados sobre a sua saúde e passam por exames de de sangue e testes físicos. Os exames de sangue procuram um subproduto da nicotina denominado cotinine,que pode ser detectado por quatro ou cinco dias após a exposição.

"As análises de sangue são importantes porque muitas pessoas subestimam a exposição ao fumo passivo", disse Terry Pechacek, diretor de ciência no gabinete do CDC que trata de tabagismo e saúde.

O novo relatório foi realizado através os dados coletados em cerca de 17 mil não fumantes, nos anos de 1988 a 1994 e aproximadamente o mesmo número dos anos de 1999 a 2004. Foram pesquisadas pessoas acima dos quatro anos de idade.

Um dado preocupante levantado pela pesquisa é que os riscos para as crianças não tiveram grandes reduções, como aconteceu com adultos. Os pesquisadores descobriram que mais de 60% das crianças entre quatro e 11 anos foram expostas recentemente à fumaça do cigarro, no período 1999-2004.

"Obviamente, a exposição acontece em casa", disse Thomas Glynn, diretor do American Cancer Society's.

"Não está claro se os adultos fumam mais em casa ou no carro por causa das proibições. Mas eles provavelmente fumam nesses lugares, o que explica as razões pelas quais a exposição das crianças ao fumo do tabaco não teve redução tão grande quanto teve entre amigos e colegas de trabalho", disse Pechacek. "Os pais devem estar conscientes de que isto é muito perigoso e eles precisam tomar medidas para garantir que os seus filhos não estejam expostos", completou.

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