Estudo: "maconha produzida pelo corpo" faz bem à pele

05 de julho de 2008 • 10h04 • atualizado às 10h38

Um grupo de cientistas da Hungria, da Alemanha e da Grã-Bretanha afirma ter descoberto que os endocanabinóides - compostos químicos semelhantes aos tetraidrocanabinóis (THC), ingrediente ativo da maconha- produzidos pelo corpo fazem bem para a pele, segundo informações divulgadas neste sábado.

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A equipe tratou várias células retiradas das glândulas sebáceas do corpo, responsáveis pela produção de óleo na pele, com concentrações diferentes de endocanabinóides.

Os pesquisadores mediram então a produção de lipídios - células gordurosas- além de analisar a sobrevivência e morte da célula e as mudanças nas expressões genéticas sofridas nas diferentes células.

Depois das análises, os cientistas compararam as células tratadas com outras que não receberam os endocanabinóides.

"Em comum com a maconha"
Segundo os resultados preliminares, publicados na edição online da revista científica da Faseb - Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental, os endocanabinóides ajudam a regular tanto a produção de lipídios quanto a morte das células.

"Essa pesquisa demonstra que podemos ter algo em comum com a planta da maconha", disse Gerald Weissmann, que participou do estudo.

"Assim como consideram que o THC protege a planta da maconha contra os elementos causadores de doenças, nossos endocanabinóides podem ser necessários para a manutenção de uma pele saudável e para nos proteger de doenças", afirmou.

Tratamento
Os cientistas esperam que o estudo possa ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos para tratar problemas de pele como acne ou ressecamento e até tumores.

"Nossas informações pré-clínicas incentivam a pesquisa sobre os agentes endocanabinóides e sua possível ação no controle de problemas de pele comuns", afirma Tomás Biró, que liderou o estudo.

"Os dados sugerem ainda que esses agentes podem ser aplicados diretamente na pele em forma de creme", afirmou.

A versão final do estudo será publicada na edição impressa da revista científica da Faseb em outubro.

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