OMS identifica seis possíveis casos de Sars na China

26 de abril de 2004 • 02h55 • atualizado às 02h55

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), o doutor Shigeru Omi, identificou nesta segunda-feira, pelo menos seis possíveis casos da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) na China, todos eles vinculados ao surto por contágio observado em um laboratório de Pequim.

Suspeita-se que a mãe, já morta, do estudante de medicina da província chinesa oriental de Anhui diagnosticado com Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) e um doutor que freqüentava o laboratório de onde aconteceu o surto podem ter sido contagiados pelo vírus, disse o doutor Omi. Além disso, a mãe, o pai, a tia e uma companheira de trabalho de uma enfermeira de vinte anos que morreu por causa da Sars em Pequim podem padecer desta doença, acrescentou Omi durante uma reunião com a imprensa estrangeira em Manila.

"Esta é a primeira vez que um contágio de laboratório causa a morte humana desde que se conteve a doença no ano passado", destacou Omi, que lembrou que este é o terceiro surto de Sars por causa de um escapamento em um laboratório, depois dos casos de Cingapura e de Taiwan. "O governo chinês pôs em quarentena ou em observação pessoas que entraram em contato com as duas infectadas e com os seis possíveis casos de Sars", declarou Omi.

No dia 23 de abril, o Ministério de Saúde chinês confirmou dois casos de Sars, o de um estudante de medicina de 26 anos que visitou o Centro de Prevenção das Doenças para estudar o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Severa e o da a enfermeira que cuidou dele quando foi internado em um centro médico.

A enfermeira morreu poucas horas depois do anúncio do Ministério, enquanto o estudante continua ingressado em um centro médico da capital. A Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) desatou no ano passado uma crise sanitária em nível mundial, com 774 mortos (a maioria na China), e mais de 8 mil pessoas afetadas em cerca de trinta países, segundo dados da OMS.

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