Corpo de mulher com Sars é incinerado na China

24 de abril de 2004 • 02h44 • atualizado às 02h44

O corpo da mulher falecida esta semana com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) na China foi congelado para sua desinfecção e posteriormente incinerado para evitar uma possível propagação do vírus, informaram fontes oficiais.

O hospital onde morreu a doente, na província oriental chinesa de Anhui, ordenou estas medidas junto a desinfecção de todas as salas do hospital. A cremação do corpo pode impedir que se conheça a causa da morte da falecida, embora os médicos destaquem que a evolução da paciente foi complicada pelos problemas cardíacos que ela já tinha.

A falecida, da qual só se conhece seu sobrenome, Wei, é a mãe de uma doente de Sars cujo caso foi confirmado na sexta-feira, e se acha que pode ter contraído a doença no começo deste mês quando cuidava de sua filha doente.

Depois de dois meses sem notícias de novos casos de Sars, o Ministério da Saúde chinês confirmou esta semana a existência de dois casos de Síndrome Respiratória Aguda Severa no país, em Pequim e em Anhui, e dois suspeitos. Os casos confirmados são a filha da falecida (uma estudante de Medicina de 26 anos) e uma enfermeira de Pequim, enquanto os suspeitos são a mãe falecida e um médico da capital chinesa.

Os especialistas do Ministério da Saúde chinês acham que a origem deste novo foco de Sars pode estar em um laboratório, já que a estudante de Anhui trabalhou nele e os dois casos de Pequim também pertencem ao âmbito médico. Mais de 250 pessoas foram postas em observação devido ao aparecimento destes quatro casos.

A Sars, ou Síndrome Respiratória Aguda Severa, desatou uma crise sanitária em nível mundial que deixou 774 falecidos (349 deles na China) e mais de 8 mil afetados no mundo todo, segundo cifras da Organização Mundial de Saúde.

Fontes da pesquisa sobre a Sars em Pequim anunciaram hoje que serão iniciados em pouco tempo os primeiros testes de uma possível vacina para a doença, que no ano passado causou alarme mundial devido a sua fácil propagação e seu elevado índice de mortalidade (quase 10%).

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