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No estudo divulgado hoje, Judith Capper, pesquisadora da Universidade Cornell, em Nova York (EUA), e principal autora do trabalho, destaca que a produção de leite em larga escala requer vastas superfícies de cultivos e importantes fontes de energia para produzir os alimentos necessários para o gado.
Segundo ela, recorrer a esse hormônio de crescimento STH reconstituído, primeiro produto da Biotecnologia usado no gado americano há quase 15 anos, permite reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e de metano na atmosfera, já que são necessárias menos energia e terra de cultivo, ainda que assegure níveis de produção leiteira suficientes para satisfazer a demanda.
O estudo foi divulgado pelas Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) de 30 de junho. A pesquisa mostra que dar um complemento hormonal de crescimento diário nos alimentos a um milhão de vacas permitiu produzir a mesma quantidade de leite com menos 157 mil animais, se comparado a uma quantidade similar de bovinos sem esse complemento alimentar.
Essa diferença permitiu poupar 491 mil t de milho e 158 mil t de soja e reduzir em 2,3 milhões de toneladas a comida para o gado. Também permitiu diminuir a superfície das terras cultivadas em 219 mil hectares, assim como a erosão do solo, em 2,3 milhões de t anuais, segundo a pesquisa.
A alimentação do gado com hormônios é tema de debate entre Estados Unidos e União Européia, bloco que manteve, em 2003, uma proibição permanente para importar carne dos Estados Unidos e do Canadá com um tipo de hormônio, e uma proibição provisória para cinco hormônios.
Este ano, a Organização Mundial do Comércio (OMC) considerou ilegal a proibição da UE de importar carne com hormônios dos EUA e do Canadá e destacou que esses dois países deveriam ter pedido um painel de arbitragem para manter suas represálias em relação a Bruxelas.
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