Pequim registra primeira suspeita de Sars em 2004

22 de abril de 2004 • 11h16 • atualizado às 11h16

Um caso suspeito da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) foi identificado em Pequim, a cidade mais afetada pela epidemia no ano passado, informou hoje o Ministério chinês da Saúde. O paciente, internado no Hospital Ditan da capital chinesa, é uma mulher de 20 anos conhecida como Li, que trabalha como enfermeira no centro hospitalar Jiangong, segundo o ministério, que já avisou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A doente manifestou os primeiros sintomas em 5 de abril, foi hospitalizada dois dias depois e, ao não apresentar melhora, foi internada na unidade de tratamento intensivo do Hospital Universitário de Pequim, no dia 14. Dois parentes da paciente apresentaram sintomas de febre e foram submetidos a quarentena desde 19 de abril, e 171 pessoas que mantiveram contato com ela foram examinados pelos médicos, mas apenas cinco deles foram isolados.

Se confirmado, este seria o quinto caso do ano na China e o primeiro na capital, na qual, no ano passado, 193 pessoas morreram e mais de 2,5 mil foram infectadas pela doença. Há um ano, em 20 de abril de 2003, o governo de Pequim reconhecia depois de meses de silêncio que a doença era uma grave ameaça à saúde em Pequim, em entrevista coletiva na qual foi anunciada a demissão do prefeito da cidade e do ministro da Saúde. Depois de meses de pânico e quarentenas, a OMS declarou controlada a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Severa e suspendeu a proibição internacional de viajar para Pequim em 24 de junho de 2003.

O vírus da Sars, que produz sintomas parecidos com o da gripe, afetou 8.470 pessoas e causou a morte de 814 em 30 países, especialmente na China, no sudeste asiático e no Canadá. Os especialistas da OMS temiam um ressurgimento da doença no último inverno, mas o número de afetados foi muito menor do que se temia e em nenhum caso foi grave. Apesar da baixa incidência da doença, Pequim estabeleceu um dispositivo de emergência especial para registrar os casos de imediato e enfrentar um possível ressurgimento, um sistema que foi posto em prática hoje.

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