Atualizada às 17h46
» América Latina terá 1 milhão de observadores de baleia em 2008
» Centenas protestam contra caça às baleias
O chamado 'Grupo de Buenos Aires', que reúne 13 países da América Latina, se absteve nesta quinta-feira de submeter à votação a proposta de criar uma grande área de preservação das baleias, do Equador até a Antártida.
A proposta, que sofreu resistência do Japão - que realiza um program de caça científica de baleias na Antártida -, será exposta, mas não votada.
A decisão de não submetê-la à votação está baseada no anseio de não gerar confrontos durante as sempre tensas reuniões da CBI, embora esteja incluída nos pontos que um grupo de trabalho examinará a partir de setembro.
Organizações de preservação da espécie fizeram um forte lobby a favor da iniciativa. O projeto buscava criar uma grande área protegida começando na linha do Equador e indo até o paralelo 60, na Antártida, onde ficaria proibida para sempre a captura dos cetáceos e se promoveria sua preservação, além do aproveitamento "não letal" de seus recursos.
O aproveitamento "não letal" se refere à exploração turística dos grupos de baleias e outras atividades científicas. A proposta é defendida por 13 países da América Latina, que formam o chamado grupo de Buenos Aires.
Criado em 2005, é composto por Argentina, Belize, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Urugui, além da Colômbia, que atua como país observador.
A iniciativa já foi apresentada em reuniões anteriores da CBI. A última foi em Anchorage, nos Estados Unidos, onde foi votada mas não alcançou a maioria de 75% dos votos necessários para sua aprovação.
AFP
Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.
Busca
Busque outras notícias no Terra: