Atualizada às 07h48
"Calculamos que pelo menos 10% das mortes por ano causadas por doenças provocadas pela falta de água, saneamento e higiene poderiam ser evitadas se houvesse acesso a estes serviços", disse à Agência Efe Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio ambiente da OMS, ao comentar o relatório.
"Nos 32 países onde a situação é mais dramática, ações muitos simples como a instalação de latrinas poderiam ter grandes repercussões na saúde pública", assinalou.
Os benefícios não seriam apenas para a saúde global, mas também de caráter econômico, segundo a funcionária da OMS.
"As agências e organismos de cooperação poderiam economizar US$ 7 bilhões por ano caso fosse assegurado o acesso à água potável", afirmou.
"Por isso, a OMS insiste mais uma vez na necessidade de que se invista, mesmo que de maneira básica, porque isso daria um retorno impressionante à saúde pública", disse Neira.
Um dos chamados Objetivos do Milênio é reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento básico.
A OMS estima que com pequenos investimentos seria possível evitar a cada ano 1,4 milhão de mortes de crianças por diarréias, 860 mil mortes de jovens por desnutrição e 500 mil por malária, além de 2 bilhões de infecções intestinais.
EFE
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