Estudo: 93% dos cariocas têm orgasmos freqüentes

24 de junho de 2008 • 17h17 • atualizado às 17h48

Um estudo conduzido pela professora Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, patrocinado pela Pfizer, estuda a vida sexual dos brasileiros 10 anos após o lançamento do Viagra no País. De acordo com a primeira fase da pesquisa, 93,8% dos homens cariocas afirmam ter orgasmo freqüentemente em uma relação sexual. Em Belo Horizonte (MG), 91% dos entrevistados dizem ter orgasmos freqüentes. Entre as mulheres, 77,2% das cariocas e 71,3% das mineiras têm orgasmos com freqüência.

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O estudo foi iniciado em abril deste ano, ouvindo 550 homens e 362 mulheres na cidade do Rio de Janeiro e 417 homens e 386 mulheres em Belo Horizonte, todos acima de 18 anos. A pesquisa, chamada Mosaico Brasil, será realizada em outras oito capitais do País: Curitiba, Porto Alegre, Manaus, Fortaleza, Salvador, Brasília, Campo Grande e São Paulo. Os próximos resultados do Mosaico Brasil mostrarão o comportamento afetivo-sexual da região Sul do País.

"Quase 100% dos entrevistados afirmam que o sexo é importante para a harmonia do casal", diz Carmita Abdo, coordenadora da pesquisa. "E nesse quesito mineiros e cariocas de ambos os sexos se mostram pouco seguros: quase 70% deles sinalizaram receio de decepcionar o(a) parceiro(a) na relação sexual."

A freqüência semanal com que cariocas e mineiros fazem sexo é semelhante: os homens dizem ter três relações por semana, enquanto as mulheres citam duas.

Entretanto, o número difere quando se trata da quantidade de atos sexuais em um mesmo encontro. Os homens de Belo Horizonte revelam ter três, contra duas dos cariocas. As mulheres de Minas e do Rio também assinalam duas relações no mesmo encontro.

Em relação ao tempo que se leva entre a primeira e a segunda relação sexual no mesmo encontro, 72% dos homens e, aproximadamente, 60% das mulheres, afirmam que a segunda transa ocorre até uma hora depois da primeira.

Para 48,9% dos homens cariocas, o aspecto físico da parceira é sempre um importante estímulo sexual, enquanto os mineiros e as mulheres das duas capitais acreditam que a aparência é importante em algumas situações.

A maioria dos entrevistados afirmou distingüir a vida afetiva da sexual. Entre os cariocas, são 61,4% dos homens e 53,4% das mulheres. Entre os mineiros, são 63,2% dos homens e 55,9% das mulheres.

Os resultados dos dois Estados não divergem muito em relação à percepção de estar realizado afetiva e sexualmente: 40,6% dos cariocas e 41,4% dos mineiros estão satisfeitos. Entre as mulheres, a diferença é maior: 48,9% das mineiras estão satisfeitas, contra 42,2% das cariocas.

Outro dado que se destaca é sobre a influência da auto-estima no desempenho sexual. Entre os cariocas, 64,9% das mulheres e 58,9% dos homens concordam que ela influi na qualidade do sexo. Entre os mineiros, os índices são de 59,7% entre as mulheres e 58,4% entre os homens.

Sobre qualidade da ereção, cerca de 44% dos homens afirmam ter percebido que ficou pior com o passar dos anos. Porém, mais de 70% dos respondentes de ambos os sexos e Estados disseram não ter medo de uma piora na qualidade da relação sexual com o avançar da idade.

Redação Terra
 
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