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Publicado neste mês pela revista Nature, o estudo mostra que esses macacos podem entender o valor simbólico de um objeto simples. Eles receberam treinamento em laboratório com fichas que simbolizam diferentes alimentos, segundo Elsa, que é especialista em primatas e integra o Instituto de Ciências e Tecnologias Cognitivas em Roma. Após isso, de acordo com a revista científica Science News, os animais escolheram certas fichas assim como eles escolhem suas comidas.
Os macacos escolheram na maior parte dos casos uma ficha ou comida favorita sobre uma ficha ou comida menos apetitosa. Mas essa decisão foi alterada se as fichas ou comidas menos desejáveis eram oferecidas em quantidade grande o suficiente para fazer essa alternativa valer a pena.
"O macaco-prego-de-cara-branca mostra uma forma rudimentar de pensamento simbólico, mas eles ainda estão muito longe de alcançar a complexidade do pensamento simbólico característico dos humanos", disse Elsa.
O pensamento simbólico envolve o uso de um objeto para representar algo diferente de si mesmo. Com a capacidade mental necessária, os humanos desenvolveram sistemas de linguagem escrita e falada.
Os macacos da América do Sul, como o macaco-prego-de-cara-branca, divergiram dos ancestrais primatas dos humanos modernos há cerca de 35 milhões de anos.
Redação Terra