Atualizada às 11h39
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Entre 0,4% e 0,8% das operações cirúrgicas maiores se complicam e causam danos permanentes ou a morte dos pacientes nos países industrializados, taxa que aumenta para entre 5% e 10% nos países em desenvolvimento.
As novas normas recém divulgadas pela OMS pretendem tornar mais seguras as 234 milhões de cirurgias maiores que acontecem todos os anos no mundo.
A OMS está preocupada porque, segundo vários estudos, nos países industrializados ocorrem complicações graves em entre 3% e 16% das intervenções cirúrgicas.
Só a anestesia geral, em algumas regiões da África Subsaariana, mata um em cada 150 pacientes. A lista de comprovação de normas de segurança, que estará disponível para as equipes cirúrgicas, identifica três períodos: o momento prévio à administração da anestesia; o momento prévio à incisão e o momento prévio ao abandono da sala de cirurgia.
Em cada uma delas, um coordenador encarregado da lista deve confirmar que todas as tarefas pertinentes foram completadas antes de dar prosseguimento à cirurgia.
Como exemplo, no teste pré-operatório (antes da anestesia), são repassadas as alergias conhecidas do paciente e se confirma o ponto de incisão; na última etapa, são contados os instrumentos, as gazes e as agulhas.
"Os traumatismos e os óbitos evitáveis de origem cirúrgica estão gerando uma crescente preocupação", declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
Chan acrescentou que "utilizar esta lista de comprovação é a melhor maneira de reduzir os erros cirúrgicos e melhorar a segurança do paciente". Os estudos realizados sugerem que metade das complicações poderia ser prevenida.
A iniciativa, intitulada "Práticas cirúrgicas seguras salvam vidas", "tem como meta resolver esse problema aumentando os níveis de exigência pelos pacientes em qualquer lugar", disse o doutor Atul Gawande, cirurgião e professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e que coordenou a elaboração da lista.
Segundo os resultados preliminares obtidos de mil de pacientes que participaram de oito iniciativas piloto realizadas em várias partes do mundo, a utilização da lista quase dobra as probabilidades de um paciente receber atendimento cirúrgico conforme as normas pertinentes.
A implantação deste instrumento nos centros piloto aumentou a adesão às normas de segurança de 36% para 68%, e chegou até 100% em alguns casos. A OMS divulgará nos próximos meses os resultados definitivos da experiência piloto.
EFE
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