Saúde

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Sexta, 20 de junho de 2008, 16h43 Atualizada às 17h34

Livro descreve experiências de quase-morte

Uma enfermeira do País de Gales publicou um livro em que descreve situações em comum pelas quais pessoas que quase morreram disseram ter passado.

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Nos últimos dez anos, Penny Sartori entrevistou 300 pacientes internados em unidades de terapia intensiva e conseguiu 15 depoimentos completos.

Os relatos estão no livro Experiências de Quase-Morte em Pacientes Internados em Terapia Intensiva - Um Estudo Clínico de Cinco Anos (em tradução livre).

"Fiz o estudo com uma grande variedade de pacientes na terapia intensiva, incluindo os que estavam muito doentes ou próximos da morte", disse a enfermeira. "Consegui os melhores resultados quando estudei pacientes de infarto."

A enfermeira, que começou a estudar o assunto em 1998, afirma que as pessoas que passaram pelas experiências se viam "flutuando sobre elas mesmas".

"Os pacientes também foram capazes de lembrar com precisão o que havia ocorrido na sala onde se encontravam no hospital, apesar de terem estado inconscientes e de olhos fechados", afirmou.

Túnel
Sartori revelou que pesquisados relataram que se viam percorrendo um túnel em direção a uma luz brilhante. Alguns contaram que se encontraram com uma figura que lhes disse "sua hora ainda não chegou" e outros, que tinham se encontrado com familiares já mortos e se comunicado com eles por telepatia.

"Alguns pacientes informaram que viram toda sua vida projetada em apenas um instante", disse a enfermeira. No final das experiências de quase-morte, alguns pacientes relataram ter flutuado de volta para seus corpos, e outros sentiram como se despertassem de repente.

A autora explica que muitas das experiências de quase-morte, em geral, podem ser explicadas pelo efeito das endorfinas, substâncias químicas que o organismo libera e produzem sensação de bem-estar, e também pelos níveis anormais de gases, como oxigênio, no sangue. Sartori disse que levou esses fatores em conta ao analisar os relatos.

Consciência
Segundo a enfermeira, apesar de apenas 15 dos 300 pacientes ouvidos terem conseguido descrever suas experiências de quase-morte, essas sensações podem ser comuns em pessoas que estão morrendo.

Para alguns dos pacientes seria mais difícil relembrar a experiência. "É como quando nos esquecemos de um sonho ao acordar", disse Sartori. A enfermeira disse que vai continuar pesquisando experiências de quase-morte.

"Não acredito que se trate apenas de existir a vida depois da morte", explicou a pesquisadora, "mas do que é a consciência e da forma como a definimos".

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