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Conhecido pelo seu exotismo e muito procurado por donos de aquários, o peixe-leão pode atingir, da cabeça à cauda, até 40 centímetros e tem o corpo coberto por espinhos onde é fica o veneno que utiliza como mecanismo de defesa.
O veneno, apesar de não matar humanos, poder gerar dor intensa e reações alérgicas no local da picada. "Por ser um fenômeno novo em Cuba, não podemos assegurar que se transforme em um perigo iminente para as pessoas", disseram ao jornal "Juventud Rebelde", os especialistas do Aquário Nacional de Cuba Armando Olaechea e Raúl Igor Corada.
Embora até o momento não tenha sido reportado na ilha nenhum acidente relacionados com seus espinhos tóxicos, os biólogos alertam que se trata de uma espécie "intrusa" e afirmam que do ponto de vista científico seu perigo é que "se transforme em predador de algumas espécies no Caribe".
O peixe-leão foi detectado pela primeira vez nas águas orientais de Santiago de Cuba, em junho de 2007, um mês depois foi encontrado no litoral de Caibarién, no centro do país, e também foi visto por mergulhadores nas províncias de Havana, Matanzas e Ciego de Ávila.
O jornal Juventud Rebelde declara que sua presença no litoral local "não deve alarmar ninguém, porque não é realmente um fato generalizado para isso" e ressalta que "geralmente são encontrados entre os recifes e não em limpas praias de areia".
"Ainda não conhecemos exatamente o que pode ocorrer com o peixe-leão. Talvez não se adapte completamente ao Caribe - o que duvidamos - ou talvez desloque outras espécies", afirmou o ictiólogo cubano Alain Durán, citado pelo jornal.
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