Atualizada às 11h25
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"Essas montanhas estão ativas, se movimentam, e após o terremoto sua altitude aumentou em quatro metros", disse hoje Walter D. Mooney, geofísico do Departamento de Interior dos EUA.
Money e David W. Simpson, presidente do Consórcio Iris (dedicado ao estudo de terremotos no mundo todo), explicaram a jornalistas estrangeiros as dimensões científicas do tremor, que deixou quase 90 mil mortos e desaparecidos. Aos pés do monte Longmen se situam três falhas paralelas ativas (Pengguan, Beichuan e Wenchuan) em direção noroeste-sudoeste, de 300 quilômetros de extensão e 20 de profundidade.
Com uma magnitude de 8 graus na escala aberta de Richter, o terremoto do dia 12 de maio causou uma liberação de energia na falha de Beichuan equivalente à explosão de 56 bilhões de quilos de explosivos.
"Em um terremoto destas características, o epicentro não é um ponto concreto", disse Simpson. "A falha consiste em uma prolongada brecha que cria o que se conhece como 'linha de fogo'".
As falhas de Sichuan são resultado da colisão da placa tectônica Indo-Australiana em seu movimento em direção ao norte contra a Euro-Asiática, mais estável, o que origina a formação dos montes Himalaia.
Eles recomendaram o investimento na construção de edifícios capazes de suportar um tremor de 8 graus de magnitude, "muito caros", já que a população segue vivendo em cima de falhas, apesar do risco de que se repitam terremotos a cada 150 anos.
EFE
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Sismólogos recomendaram investimento em construção de edifícios capazes de suportar um tremor de 8 graus de magnitude
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