Morte de golfinhos pode ter sido "suicídio em massa"

11 de junho de 2008 • 13h40 • atualizado às 13h54
Dentre os golfinhos encalhados na segunda-feira, 26 morreram
Dentre os golfinhos encalhados na segunda-feira, 26 morreram
09 de junho de 2008
AP

Os 26 golfinhos que morreram encalhados em rio próximo a Cornwall, no sudoeste da Inglaterra, haviam ingerido ruínas e lama. O líder dos cientistas que examinaram os corpos, Vic Simpson, afirma que as mortes são comparáveis a um suicídio em massa. Os corpos foram encontrados na segunda-feira.

» Cerca de 100 golfinhos encalham em rio
» Madagascar: cerca de 55 golfinhos morrem
» Redes ameaçam golfinhos em extinção

"A situação parece uma espécie de suicídio em massa - mas a pergunta é por quê? Os golfinhos engoliram e inalaram grande quantidade de lama do estuário. Seus pulmões e estômagos estavam repletos disso. Isso é muito bizarro, de fato", disse Simpson, um patologista que examinou cerca de 26 dos mamíferos mortos ao jornal britânico Guardian.

Segundo Simpson, fundador do Centro de Investigação de Veterinária de Vida Selvagem em Truro, que estuda o caso em nome da Sociedade Zoológica de Londres, afirmou que geralmente, se vê entre cinco e sete golfinhos mortos normalmente, nunca numa escala como se viu em Cornwall.

De acordo com a Guarda Costeira, nunca tantos animais marinhos encalharam na costa britânica em 30 anos. Além dos golfinhos mortos, cerca de 80 correram risco de morte, mas foram salvos pelas equipes de resgate. Os chamados de agonia dos primeiros golfinhos atraíram os outros ao local onde estavam encalhados.

Várias teorias tentam justificar o ocorrido. Uma delas é que os golfinhos tenham sido perturbados por algum distúrbio subaquático, que os levou a se encalharem.

O Ministério da Defesa coonfirmou ontem que a Marinha Real fez exercícios próximo à Cornwall antes dos golfinhos encalharem. Suspeita-se que como parte das atividades, um barco tenha deixado cair cargas sobre um submarino próximo a Falmouth, que fica no Estado de Cornwall.

A Guarda Costeira e a população local afirmaram que eles têm visto intensa atividade militar na área nos dias anteriores à morte dos golfinhos.

O Ministério da Defesa, entretanto, afirmou que não houve nenhum disparo entre a tarde de domingo e a de segunda-feira.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »