Ambiente

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Terça, 10 de junho de 2008, 19h23 Atualizada às 20h20

Livro registra mudanças das paisagens da África

O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, apresentou hoje um novo Atlas da África à Conferência Ministerial Africana sobre o Ambiente (AMCEN, em inglês) reunida em Johanesburgo. A publicação "Africa: Atlas of Our Changing Environment" (África: Atlas de Nosso Ambiente em Transformação, em tradução livre) documenta com centenas de fotografias as mudanças da paisagem do continente.

O Atlas da África mostra a transformação do meio ambiente africano, desde o desaparecimento das geleiras nas montanhas Rwenzori de Uganda à perda da vegetação "fynbos" (arbustos finos, em afrikaans) que cresce somente na região do Cabo, África do Sul.

O livro realizado para a AMCEN pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), ressalta como o desenvolvimento, o crescimento da população, a mudança climática e, em alguns casos, os conflitos, estão impactando nos recursos naturais da região. A publicação também mostra o desaparecimento das geleiras das montanhas de Rwenzori, em Uganda, que diminuíram 50% entre 1987 e 2003.

O Atlas documenta a degradação do norte da Cidade do Cabo, onde, desde 1978, grande parte da vegetação nativa "fynbos" foi destruída para dar lugar a fazendas e subúrbios. As fotografias também mostraram a perda de árvores e arbustos na beira da montanha de Jebel Marra, no oeste do Sudão, como resultado do crescimento da população pelo afluxo de refugiados que fogem da seca e dos conflitos em Darfur.

Os poucos pontos positivos da questão do meio ambiente no continente também foram registrados na obra. Entre 1990 e 2004, muitos países africanos conseguiram pequenas melhorias, especialmente em relação à água e aos serviços sanitários. A mudança climática está começando a causar problemas como falta de água e intensa erosão do solo no continente piorando ainda mais a situação sócio-econômica.

Embora a África só produza 4% do total das emissões de dióxido de carbono, sua população sofrerá de maneira desproporcional as conseqüências da mudança climática global.

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