RJ tem 1º estudo sobre potencial de poluição do ar

03 de junho de 2008 • 12h58 • atualizado às 12h58

Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro

Brasil


O IBGE divulgou hoje os resultados de um projeto piloto de identificação dos potenciais de emissão industrial de poluentes atmosféricos entre os municípios do Estado do Rio de Janeiro. "O Rio de Janeiro tem indústrias que se preocupam com a emissão de poluição no ar, mas tem que haver controle e monitoramento constante", afirmou a pesquisadora do IBGE Rosane de Andrade Memória Moreno.

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O potencial de poluição industrial do ar na emissão de dióxido de enxofre é concentrado no Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Volta Redonda. Quanto ao potencial de poulição de particulados finos, substâncias que causam danos à saúde respiratória e ao meio ambiente, as cidades que encabeçaram a lista foram Rio de Janeiro, Volta Redonda e Cantagalo.

"Para nós, essa pesquisa é inédita e o que traz de novidade é que ela localiza e identifica indústrias potencialmente poluidoras, facilitando trabalho dos gestores públicos", disse Rosane.

A pesquisa usou uma metodologia criada pelo Banco Mundial e estudou quais são os tipos de indústrias com maior capacidade de poluir o ar. Os resultados, baseados em dados de 2003, indicaram que poucas divisões industriais, entre elas, refino de petróleo, minerais não-metálicos e metalurgia, concentram a maior parte das emissões potenciais de poluentes.

Segundo o IBGE, a identificação da localização e da concentração dessa poluição em potencial pode facilitar o seu monitoramento e controle pelos órgãos ambientais. ""Esse é um projeto piloto no Rio de Janeiro que pretendemos levar a todo País em um ou dois anos", afirmou Rosane.

O estudo informa que o poluente investigado com maior potencial de emissões pela indústria fluminense é o dióxido de enxofre, gás que surge da queima de combustíveis fósseis, associado a problemas respiratórios e à formação da chuva ácida.

Redação Terra
 
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