Pré-história: tribos atacavam em busca de mulheres

02 de junho de 2008 • 19h22 • atualizado às 20h09
Estudo analisou 34 esqueletos enterrados há cerca de 7 mil anos em uma fossa de Talheim
Estudo analisou 34 esqueletos enterrados há cerca de 7 mil anos em uma fossa de Talheim
02 de junho de 2008
EFE

Os antepassados pré-históricos dos homens atacavam para se apoderar das mulheres de povos vizinhos, segundo um estudo da universidade britânica de Durham. Segundo a pesquisa, que será publicada na revista acadêmica Antiquity, os cientistas chegaram a essa conclusão após analisar 34 esqueletos enterrados há cerca de 7 mil anos em uma fossa comum de 3 m de largura em Talheim, sudoeste da Alemanha.

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Entre os cadáveres achados, 25 eram de homens e crianças de uma mesma tribo, que se acredita ter sido atacada para se levar as mulheres, já que não havia nenhuma mulher entre os mortos, de acordo com antropólogo Alex Bentley, principal autor da pesquisa. "As mulheres parecem ter sido a razão imediata do ataque", declarou.

A maioria das vítimas morreram por um único golpe na parte esquerda do crânio, o que sugere que elas foram atadas e executadas, possivelmente com um machado de pedra, segundo o estudo. Outras parecem ter sido atingidas por trás, com flechas, como se tentassem fugir.

A fossa foi descoberta na década de 1980, e especialistas alemães já comprovaram à época que as vítimas foram alvo de um ataque premeditado, pelas características de seus ferimentos.

Somente técnicas atuais de laboratório, como a análise de registros isotópicos de estrôncio (um tipo de mteal), carbono e oxigênio nos dentes dos esqueletos, permitiram saber dados vitais sobre a origem geológica e dieta das vítimas, segundo o pesquisador.

Na fossa, havia quatro membros de uma tribo de pastores (duas mulheres e dois homens), uma família de cinco pessoas (um homem, duas mulheres e duas crianças) e os 24 memebros da tribo local, de homens e meninos.

"Nossa análise parece indicar que as mulheres locais eram consideradas especiais e foram deixadas com vida", segundo Bentley. Ele descartou que as mulheres tivessem sido preservadas por motivos humanitários, já que os meninos foram sacrificados.

O estudo foi realizado em conjunto com pesquisadores da University College de Londres, a universidade americana de Wisconsin e uma organização governamental alemã.

Redação Terra
 
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