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Na opinião de Jaqueline, doutora em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, os "fumódromos" devem ser extintos. Esse tipo de ambiente, segundo a médica, não protege ninguém da fumaça e ainda expõe o fumante a inalar o cigarro dos outros. "A lei deveria ser assim: em ambiente fechado, não se fuma", afirma Jaqueline.
Muitos comerciantes e donos de bares e restaurantes têm medo de proibir o fumo e perder clientes, porém não é isso que ocorre na prática. "Em países onde já foi adotada a proibição completa, como na Irlanda, o comércio está sorrindo, porque acaba vendendo mais comidas e bebidas. É dinheiro em caixa, além de despoluir o ar", diz.
A médica, que fundou um dos primeiros programas de tratamento do tabagismo reconhecidos no País, o do InCor, defende ainda dificultar o acesso dos jovens, principal alvo da indústria, ao cigarro, encontrado nos mais diversos estabelecimentos. "Reduzir o número de pontos de venda vai facilitar o trabalho de fiscalização, também", afirma.
Para Jaqueline, o Brasil é modelo na adoção de políticas públicas e redução do número de fumantes, mas deve manter essas iniciativas, ainda que os resultados não apareçam a curto prazo. "O País ainda vai colher os frutos das políticas atuais porque elas só terão um reflexo em 10 ou 15 anos".
Redação Terra