Atualizada às 14h29
"As pessoas com saúde mais sensível devem evitar sair", alerta em seu site o Birô de Proteção Ambiental de Pequim, que anunciou que o nível de poluição está no nível cinco, o mais alto.
Segundo as autoridades, a nova causa da má qualidade do ar é uma forte tempestade de areia, fenômeno que habitualmente varre a capital chinesa no começo da primavera, vindo da Mongólia.
Apesar de as autoridades destacarem os esforços realizados para combater a poluição por causa dos Jogos Olímpicos, o problema deve preocupar durante a competição, de 8 a 24 de agosto.
Os US$ 16 bilhões investidos na última década - segundo dados oficiais - para enfrentar a questão da poluição não foram suficientes, segundo o relatório sobre a qualidade do ar de Pequim apresentado no fim de 2007 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
O Comitê Olímpico Internacional (COI) reiterou sua preocupação com um ambiente que poderia prejudicar o sucesso dos Jogos, mas também demonstrou várias vezes sua confiança nas promessas da organização, que prevê uma competição sem poluição.
Para alcançá-lo, as autoridades anunciaram a paralisação da produção nas fábricas mais poluentes, a proibição diária de circulação da metade de sua frota de 3,5 milhões de automóveis e promoveram o uso do transporte público, entre outras medidas.
As autoridades da capital chinesa costumam recorrer à sua conta particular de "dias azuis" - os quais afirmam ter aumentado dos 100 registrados em 1998 para 245 em 2007 - para se defender das criticas que questionam os atuais níveis de poluição em Pequim e sua repercussão nas grandes competições esportivas.
Os atletas que competirão em Pequim não enfrentarão só o problema da poluição, mas também as altas temperaturas e a elevada umidade estival.
EFE
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