Atualizada às 19h19
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A mostra, que estará na National Gallery, após ter passado pelo Museu Guimet de Paris, revela uma seleção de 230 obras arqueológicas procedentes de quatro jazidas afegãs, escavadas nos anos de 1930, 1960 e final de 1970.
Os objetos, que datam de 2,2 mil anos antes de Cristo até o século II depois de Cristo, desapareceram em 1988, depois que o Museu Nacional de Cabul foi bombardeado e destruído. Adereços de ouro, cerâmicas, miniaturas de bronze, pinturas em vidro, entre outros, foram descobertos nos caixas-fortes do Banco Central do Afeganistão. O local foi escolhido pelos responsáveis pelo museu para salvar a coleção durante a invasão soviética, os anos de guerra civil e o regime talibã.
Situado no cruzamento da rota da seda, o Afeganistão é berço de uma arte que mistura, de forma única, as influências que marcaram a Ásia Central. Estatuetas, peças de ourivesaria, jóias e painéis de marfim misturam sem complexos o estilo romano, grego e persa, além de se inspirar em civilizações chinesas e indianas. "Essa exposição é fruto de muitos anos de trabalho com os afegãos", comentou Fredrik Hierbert, curador da mostra e arqueólogo.
San Francisco, Houston e Nova York também receberão a mostra, que terá 40% da renda obtida com as entradas revertida para o Afeganistão, que restaurará seu Museu Nacional, ressaltou o embaixador afegão nos Estados Unidos, Said Jawad.
AFP
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