Futuros médicos treinam procedimentos |
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"O princípio da Berkeley é o mesmo da indústria de aviação. Antes de pilotar uma aeronave, o piloto passa algumas horas no simulador de vôo. Com a Medicina, não é diferente. Antes de colocar as mãos num paciente de verdade, o aluno precisa exercitar o que aprendeu de forma real e segura", explica o coordenador científico da Berkeley, Sérgio Gelbvaks.
Procedimentos reaisOs médicos se beneficiam da precisão e firmeza de movimentos das máquinas. O "robô-cirurgião" da Vinci, por exemplo, tem quatro braços. Na ponta de um deles, há câmera que emite imagens em 3D. Nos outros três, instrumentos cirúrgicos, como pinças e bisturis.
A tecnologia permite que o médico faça a cirurgia até de outro país, já que o robô pode ser pilotado de qualquer distância, a partir de um terminal de computação.
"Como o médico fica sentado diante de um console e não de pé ao lado do paciente, não se cansa tanto em cirurgias demoradas", avalia o urologista Anuar Mitre, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.
Vantagem para o paciente
O robô não facilita só a vida dos médicos. Os pacientes também saem ganhando com a medicina robótica, uma vez que a máquina realiza cortes menores que um centímetro. Em uma videolaparoscopia - técnica cirúrgica minimamente invasiva feita através de pequenas incisões na pele -, o corte é pelo menos dez vezes maior.
"Essa precisão cirúrgica ajuda a reduzir as chances de dor e de sangramento no pós-operatório. Conseqüentemente, diminui também a necessidade de transfusão de sangue. Isso sem falar que a cirurgia robótica aumenta as chances de extrair o câncer de próstata sem causar prejuízos à potência sexual", ressalta Cássio Andreoni, do Albert Einstein.
Um dos primeiros brasileiros a se submeter a uma cirurgia com o da Vinci no Sírio-Libanês foi o jornalista José Flávio Tiné, 71 anos. Dois dias após a cirurgia, Flávio já encaminhava pelos corredores do hospital. No terceiro dia, ele já voltou para casa. "Nem precisei levar ponto. Se a cirurgia fosse convencional, estaria com uma cicatriz do tamanho de uma cesariana", afirma.
Redação Terra