Atualizada às 15h45
Da BBC Brasil
Há muito os cientistas vinham se questionando por que esses primatas optaram por viver nos galhos, apesar do gasto adicional de energia que a subida representa em relação a permanecer no chão e se locomover andando.
Na pesquisa, realizada na Duke University de Durham, no Estado da Carolina do Norte, os pesquisadores analisaram primatas como os lêmures (uma espécie que habita a ilha de Madagascar) quando estes andavam e se deslocavam verticalmente.
O estudo indicou, pela primeira vez, que não existe um aumento significativo no gasto de energia desses primatas - pequenos como ratazanas - quando eles sobem nas árvores.
Insetos e frutas
Jandy Hanna, da equipe de pesquisadores da Duke University, explicou à BBC que "os primatas mais antigos se diferenciavam de outros mamíferos em parte por explorarem um nicho nas árvores - os galhos nas extremidades".
Para tanto, esses primatas passaram por uma série de mudanças evolutivas, como o desenvolvimento de unhas em vez de garras, e de mãos com a capacidade de agarrar firmemente os galhos.
"O benefício de invadir esse novo habitat foi o acesso a um ambiente rico em insetos e frutas", disse Hanna. Segundo Robin Crompton, do grupo de pesquisa em Evolução e Morfologia de primatas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, a pesquisa mostra que, "para primatas de até cerca de 4 kg, o gasto energético da movimentação vertical sofre um incremento muito pequeno de acordo com o tamanho do animal".
"Por outro lado", ele disse, "estudos anteriores mostraram que isso não ocorre na locomoção por terra". O estudo americano foi divulgado na última edição da revista Science.
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