RJ: universidade cria sabonete contra a dengue

08 de maio de 2008 • 17h16 • atualizado às 18h16
José Maria mostra o produto criado por sua equipe
José Maria mostra o produto criado por sua equipe
08 de maio de 2008
Divulgação

Pesquisadores do Laboratório de Ciências Químicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) concluíram o desenvolvimento de um sabonete repelente, que pode se tornar importante medida no combate ao mosquito da dengue, Aedes aegypti, que também transmite a febre amarela. As informações são da Agência Fapesp.

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O efeito do produto dura até seis horas sobre a pele humana. Sua fórmula foi criada a partir de uma mistura de glicerina, obtida em óleo de cozinha reciclado, com essências naturais de plantas como o cravo-da-índia, citronela e capim-limão, além de substâncias que prolongam o tempo de ação do produto.

"Apesar de ter uma ação comprovada contra o Aedes aegypti, que foi o foco dos estudos, o sabonete conta com grande possibilidade de ter ação repelente contra outros vetores", disse Edmílson José Maria, coordenador da pesquisa e chefe do Setor de Síntese Orgânica do Laboratório de Ciências Químicas da Uenf, onde o sabonete foi formulado.

Já foi aberto o processo de obtenção de patente do produto junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), assim como o pedido de aprovação da formulação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A eficácia do sabonete foi comprovada primeiro em testes com camundongos e posteriormente, com humanos, que usaram o produto na mão e no antebraço. Os voluntários da universidade deixaram seus braços em gaiolas com mosquitos.

Segundo José Maria, a criação de um repelente em forma de sabão surgiu da idéia de disponibilizar um produto economicamente acessível à população carente das grandes cidades que não têm acesso a ferramentas mais sofisticadas de combate à dengue.

Redação Terra
 
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