Companhia vende produto contra vírus da Sars

01 de abril de 2004 • 13h13 • atualizado às 13h13

A companhia sueca Perstorp está vendendo na China há poucos dias um produto que presumivelmente mata o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). De acordo com o o jornal independente South China Morning Post, o composto, chamado "Polygiene", incorpora propriedades antivirais ao combinar-se com o plástico ou outros materiais sintéticos de móveis, vasos sanitários, interruptores de luz, maçanetas de portas e outros objetos freqüentes em lugares públicos, onde o vírus costuma se propagar.

Segundo as revelações da empresa química - verificadas por cientistas da Academia de Ciências Médicas Militares de Pequim e da Universidade italiana de Catânia - o composto mata o vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa em menos de 24 horas. O Ministério da Saúde Pública aprovou a distribuição do Polygiene na China, embora o último caso de Sars tenha sido registrado no início de fevereiro deste ano.

"O Polygiene é um avanço científico que ajudará a reduzir a propagação do Sars e de outras infecções virais futuras", afirmou Zhang Liubo, diretor do departamento de esterilização do Centro para a Prevenção e o Controle de Doenças.

A Perstorp desenvolveu a Polygiene em 2000 com a intenção de matar bactérias como a da salmonela, mas quando surgiu o Sars, os cientistas da companhia trabalharam com seus homólogos chineses para tentar investigar se produto poderia matar seu vírus mortal. Segundo Luigi Mocchia, cientista e diretor da Perstorp na Itália, o Polygene contém um composto prateado que emite o íon "Ag", capaz de matar o vírus, que pode sobreviver ao ar livre até 15 dias.

Além disso, o presidente da companhia sueca, Lennart Holm, disse que a empresa também tem a intenção de testar o Polygene contra o vírus da denominada "gripe do frango" que provocou grandes prejuízos no setor avícola chinês nos últimos meses. Por outro lado, o governo chinês anunciou nesta mesma semana que punirá um total de 3.798 funcionários por negligência durante a epidemia da Sars, embora não especificou o tipo de castigo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia criticado as autoridades chinesas por encobrir a real magnitude da epidemia e informar com atraso sobre a forma de contágio e a origem da doença. Um total de 8.098 pessoas foram infectadas de Síndrome Respiratória Aguda Grave no mundo todo, das quais 774 morreram (349 na China), desde que a epidemia surgiu em 16 de novembro de 2002 na província sulina de Cantão.

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