Albert Hofmann, pai do LSD, morre aos 102 anos

30 de abril de 2008 • 07h20 • atualizado às 10h36

O químico suíço Albert Hofmann, que descobriu por acidente a droga alucinógena LSD em 1943, morreu ontem aos 102 anos, anunciou a prefeitura de Burg, perto da Basiléia (noroeste da Suíça).

Hofmann, nascido em 1906 em Baden (norte), entrou para a história em 16 de abril de 1943 ao experimentar ele mesmo e por acaso o LSD.

Estudante de química, Hofmann se dedicava aos alcalóides de um fungo que atacava o centeio para criar um estimulante circulatório e respiratório, a Dietilamida de Acido Lisérgico (LSD). Sem perceber, deixou uma gota cair em sua mão.

Depois de experimentar a gota passou a sentir sensações estranhas: angústia, vertigem, visões sobrenaturais, objetos que se moviam no espaço, sentimento de felicidade e plenitude.

Três dias depois, repetiu a experiência e teve as mesmas sensações. Para Hofmann, a substância seria útil em psiquiatria e neurologia.

Entre 1947 e 1966, o grupo químico suíço Sandoz, para o qual Albert Hofmann trabalhou por muitos anos, fabricou drágeas e ampolas de uso médico.

Porém, os abusos deram uma reputação ruim ao LSD, sobretudo nos Estados Unidos, onde nos anos 60 se transformou na droga número um do movimento hippie. O LSD terminou sendo proibido e a Sandoz interrompeu sua produção.

Há dois anos, a comunidade científica da Suíça homenageou Hofmann por seus 100 anos. Na ocasião, foi realizado um seminário internacional, no qual foi analisado o uso de sua descoberta ao longo da história.

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