Lagarto sem patas é descoberto no Brasil

29 de abril de 2008 • 14h32 • atualizado em 30 de abril de 2008 às 17h21
Lagarto integra as supostas novas 14 espécies achadas durante expedição em Tocantins
Lagarto integra as supostas novas 14 espécies achadas durante expedição em Tocantins
29 de abril de 2008
Reuters

Cientistas descobriram na região central do Brasil um lagarto sem patas, um sapo com chifres e um pica-pau-anão entre 14 espécies supostamente novas, afirmou um grupo conservacionista.

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Uma expedição de quatro semanas pelo cerrado brasileiro, uma região ameaçada devido à expansão das áreas de cultivo agrícola, encontrou oito peixes, três répteis, um anfíbio, um mamífero e uma ave aparentemente novos para a ciência, disse o grupo Conservação Internacional.

"O lagarto, chamado de Bachia genus, lembra uma cobra por não ter patas e por apresentar um focinho pontudo, o que o ajuda a locomover-se pelo solo predominantemente arenoso da região", afirmou em um comunicado a entidade, um grupo sem fins lucrativos com sede nos EUA.

Susan Bruce, porta-voz do Conservação Internacional, disse que o lagarto tinha entre 15 e 20 centímetros de comprimento. Entre os outros lagartos sem patas de várias partes do mundo incluem-se alguns parentes de lagartixas da Austrália e as cobras-de-vidro da Europa.

O lagarto brasileiro foi achado durante a expedição pela Estação Ecológica da Serra Geral do Tocantis, uma área de cerrado protegida com 716 mil hectares de extensão.

Entre as outras supostas novas espécies encontram-se um pica-pau-anão e um sapo com chifres. O grupo ambientalista tenta proteger a biodiversidade e argumenta que a humanidade consegue viver em harmonia com a natureza.

"Áreas protegidas como a Estação Ecológica abrigam alguns dos últimos ecossistemas saudáveis de uma região cada vez mais ameaçada pelo crescimento urbano e pela agricultura mecanizada", disse o líder da expedição, Cristiano Nogueira.

A região do cerrado, parte dos altiplanos do centro do Brasil que antes cobria uma área do tamanho de metade da Europa, está cada vez mais tomada pela produção agrícola e pela criação de gado. A velocidade de expansão dessas áreas é duas vezes maior do que a verificada na Amazônia, afirmou o Conservação Internacional.

A expedição também registrou a imagem de espécies ameaçadas como o tatu-bola, o cervo-do-pantanal e a arara-azul-grande em meio a mais de 440 espécies de animais documentadas durante a empreitada, da qual participaram 26 pesquisadores.

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