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A iniciativa, que envolve cerca de 5 mil pessoas, desde altos funcionários a moradores de povoações rurais passando por médicos e diferentes equipes de emergências, será acompanhada ao vivo por um grupo de especialistas e diplomatas internacionais. "Trata-se de um ato muito importante da perspectiva da saúde pública", declarou Subhash Salunke, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Salunke afirmou que o exercício servirá para preparar "melhor" a Indonésia "para uma epidemia" e para que "aprenda" com a experiência de outros países em similares circunstâncias.
A Indonésia, o país mais atingido por esta doença com 107 vítimas mortais, foi tachado de "não solidário" por diferentes instituições multilaterais e Governos, ao rejeitar compartilhar as mostras de vírus de seus casos de gripe aviária sem a garantia que terá acesso direto e barato à vacina quando a obter.
Por outro lado, o secretário de Estado de Saúde e Serviços Sociais dos EUA, Michael Leavitt, acusou a Indonésia de deixar de compartilhar suas mostras com a OMS por motivos econômicos, já que assinou um acordo de cooperação com uma farmacêutica americana.
A Indonésia se transformou em janeiro na primeira nação do mundo a superar as cem vítimas mortais da doença, que é endêmica nas ilhas de Java, Sumatra e Bali.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recentemente lançou uma advertência sobre o reaparecimento da doença em vários países, o que demonstra, segundo sua opinião, que o vírus continua sendo uma ameaça global.
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