Uma missão de arqueólogos americanos descobriu uma esteira do mausoléu do rei Aha, o primeiro monarca da primeira dinastia faraônica, quase 3 mil anos antes de Cristo. O Conselho Supremo de Antigüidades (CSA) informou que a descoberta foi localizada em uma necrópole em Abidos, na província de Sohag, a 500 quilômetros ao sul do Cairo, e inclui outras tumbas com os restos de dez burros que supostamente foram enterrados para que servissem para transladar móveis e utensílios na vida eterna, indicou o ministro de Cultura egípcio, Faruk Hosni.
As outras tumbas descobertas também pertencem a reis da primeira dinastia, por isso "é preciso proteger esta zona única no mundo que tem mais de 5 mil anos", acrescentou Hosni.
A descoberta aconteceu ao término das escavações da equipe americana dirigida pelo arqueólogo David O'Conner, professor da Universidade de Nova York. Segundo O'Conner, embora as tumbas juntas à do Rei Aha foram saqueadas durante várias dinastias faraônicas, puderam encontrar-se alguns objetos dentro.
A missão também encontrou inscrições as quais explicam que os sacerdotes utilizaram a esteira para realizar alguns rituais religiosos pouco tempo depois da morte do Rei. Depois a esteira foi destruída intencionalmente e enterrada para que acompanhasse ao monarca em sua vida eterna.
O secretário-geral do CSA, Zahi Hawas, confirmou que a esteira de Aha é a primeira encontrada que pertence a este rei depois que foi descoberto em 1990 seu túmulo pelo especialista britânico Flinders Petrie.
EFE
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