Pista produz eletricidade em danceteria ecológica

20 de abril de 2008 • 09h23 • atualizado às 11h13
A pista custa 3,5 mil euros (R$ 9,2 mil) o metro quadrado  Foto: Divulgação
A pista custa 3,5 mil euros (R$ 9,2 mil) o metro quadrado
20 de abril de 2008
Foto: Divulgação

Lúcia Jardim
Direto de Paris

França


Uma boate em que nada se perde, tudo se transforma. Este é o princípio de uma discoteca que abrirá as portas em Roterdam, Holanda, em setembro, e que no último final de semana começou a fazer apresentações em cidades européias para difundir a idéia da pista de dança sustentável. Enquanto os convidados dançam e se divertem, a energia produzida pelo movimento no chão é capturada, transformada e assim se torna capaz de alimentar as luminárias do estabelecimento.

» Pista ecológica gera energia

A primeira exibição foi em Paris, no último sábado, durante o Salão do Planeta Sustentável. Centenas de pessoas foram testar o princípio e acompanhar a transformação da energia em eletricidade.

O custo de instalação de uma pista ecologicamente correta como essa é alto: 3,5 mil euros (R$ 9,2 mil) o metro quadrado. Mas o idealizador da engenhoca garante que, a longo prazo, a economia compensa, especialmente sob o ponto-de-vista da consciência ambiental.

"O gasto com energia é um dos mais expressivos em um estabelecimento noturno. Se der para economizar e ainda poupar o meio ambiente, melhor para todo mundo", explica o idealizador do projeto, Daan Roosegaarde.

A pista de dança pode produzir de entre quatro a oito watts por segundo em cada 65cm² de espaço. Para uma discoteca pequena, com 6m² de pista de dança, por exemplo, a produção de energia seria de entre 400 e 700 watts, dependendo, evidentemente, da animação do público.

"A expectativa é de que, para a inauguração da boate, a energia produzida seja capaz de alimentar também a aparelhagem do DJ, além das luminárias. Esperamos que acima de tudo os jovens adquiram mais consciência sobre o quanto eles podem colaborar com a preservação da natureza, mesmo quando pensam estar só se divertindo e fazendo festa", disse o holandês, que conta com o auxílio da Universidade Tecnológica de Delft para desenvolver o projeto, além do apoio de diversas empresas holandesas públicas e privadas.

A reciclagem da energia não é a única iniciativa do clube ¿ que será apropriadamente chamado de Watt − para conscientizar os jovens. Para os toaletes, será utilizado um sistema de renovação da água da chuva, capturada no telhado. Antes, porém, a água ainda faz uma participação na decoração do ambiente, passando por uma parede de cascata. Até mesmo os copos de plástico serão lavados e reutilizados várias vezes durante a noite. Para isso, os freqüentadores do local receberão um suporte de copos ¿ reciclável − para que não os danifiquem durante o uso.

A danceteria terá capacidade para duas mil pessoas e tem inauguração prevista para o dia 4 de setembro. Até lá, os organizadores pretendem difundir a idéia nas principais capitais européias em salões e exposições de meio ambiente. O próximo evento será no dia 30 de abril, durante a "Festa da Rainha", tradicional na Holanda e que normalmente deixa um rastro de sujeira plástica para trás.

Redação Terra
 
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