Atualizada às 19h01
"É uma operação sem precedentes em nossa ilha. As embarcações e os objetos encontrados são de grande valor arqueológico", explica o prefeito do arquipélago do Dodecaneso, Yannis Mahairidis.
Embora os arqueólogos do Ministério grego da Cultura tenham o costume de ser discretos à espera de resultados mais detalhados, Vassilis Mantikos, o mergulhador de 48 anos que localizou os vestígios, se mostra mais loquaz.
"O assunto remonta a setembro de 2003. Estava procurando em plena noite um homem que havia desaparecido, quando vi a 15 m de profundidade várias ânforas", lembra Mantikos.
Quatro anos depois, em novembro de 2007, uma equipe de especialistas em arqueologia submarina, liderada por Mantikos, retornou ao local e encontrou uma "longa embarcação, de 20 m, em ótimo estado", explica o arqueólogo Yiorgos Koutsouflakis.
A análise da madeira do navio indica que sua construção data do século XIII. Três espadas recuperadas próximo à embarcação naufragada "remontam ao período da ocupação da ilha pelos Cavaleiros de São João", uma ordem religiosa e militar que invadiu Rodes em 1309, antes de ser expulsa em 1522 pelos otomanos, segundo Koutsouflakis.
Em janeiro de 2008, Mantikos alertou novamente as autoridades após ter encontrado objetos de cerâmica nas imediações da área da primeira descoberta. A exploração levou a vestígios de outros dois barcos que "datam provavelmente da Idade Média e da época bizantina", entre os séculos X e XII, explica Mahairidis.
Não muito longe dali, foi encontrado também "um grande número de jóias e moedas de ouro turcas elaboradas entre 1750 e 1820 e que foram enviadas a Atenas para serem examinadas", explica.
AFP
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