Cientistas fazem plano para preservação de Madagascar

10 de abril de 2008 • 14h14 • atualizado em 11 de abril de 2008 às 18h10
Os lêmures também foram analisados pelos cientistas Foto: Divulgação
Os lêmures também foram analisados pelos cientistas
11 de abril de 2008
Foto: Divulgação

A ilha de Madagascar, que abriga 2% da biodiversidade mundial e uma grande quantidade de espécies únicas do planeta, foi alvo de um ambicioso estudo internacional divulgado nesta quinta-feira, com o objetivo de preservar essa herança cultural sem precedentes.

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Uma equipe de 22 pesquisadores elaborou um programa muito detalhado de preservação das mais de 2,3 mil espécies animais e vegetais divididas por toda essa ilha do Oceano Índico, que possui uma superfície de 589.269 km².

O catálogo inclui dados sobre múltiplas espécies de formigas, mariposas, rãs, lagartos geckos, lêmures e numerosas plantas. Os cientistas elaboraram um mapa das áreas consideradas mais importantes e que deveriam, segundo eles, ser levadas em consideração na ampliação da atual reserva natural.

Essas zonas recobrem várias regiões em que a cobertura florestal é pouco densa, como o litoral, mas onde se encontra uma importante biodiversidade. Contudo, essas regiões não foram devidamente preservadas no passado.

O governo de Madagascar vai se basear nos resultados deste projeto e suas recomendações para triplicar a superfície atualmente protegida. "Esse estudo é um modelo que irá ajudar Madagascar a alcançar seus ambiciosos objetivos de preservação da biodiversidade", assinala Steven Sanderson, presidente da Wildlife Conservation Society, importante organização privada de defesa da natureza.

"Combinando grande volume de dados graças aos programas de computados mais avançados, conseguimos identificar as prioridades de preservação com um alto grau de precisão em enormes superfícies", explicou Alison Cameron da Universidade da Califórnia em Berkeley, um dos co-autores deste trabalho difundido na revista Science de 11 de abril.

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