Novo acordo climático deve ter metas para aviação

03 de abril de 2008 • 16h13 • atualizado às 16h15

Viagens aéreas aumentam de acordo com o crescimento da população e a queda das passagens aéreas, mas seu impacto no sensível clima da Terra deve ser levado em conta em qualquer pacto global, dizem grupos ambientalistas.

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Mais de 900 delegados voaram para Bangcoc nesta semana para a reunião organizada pela ONU sobre aquecimento global, liberando em torno de 4,181 t de dióxido de carbono na atmosfera, estimou um funcionário da quadro de mudança climática das ONU.

Poucos poderiam argumentar contra tais afirmações, que são vitais para a criação de um novo pacto contra mudanças climáticas, mas ativistas estão alertando o mundo para incluir viagens aéreas e marítimas no novo tratado.

"Aviação e navegação marítima são fontes muito grandes de emissões e eles estão crescendo rapidamente" disse David Doniger, chefe de políticas climáticas do Conselho de Defesa de Recursos Naturais, com base em Nova York.

"Eu penso que não é aceitável deixar esses setores sem controle porque eles não pertenceriam a ninguém¿, ele afirmou. A indústria e grupos ambientalistas estimam que as viagens aéreas são responsáveis por aproximadamente 2% a 4% das emissões mundiais de gases de efeito estufa como dióxido de carbono, que prendem o calor do sol e causam aumento nas temperaturas.

As emissões do setor parecem prontas a subir com a previsão de aumento de número de viajantes, estimado para dobrar até 2020. A aviação internacional e a navegação foram excluídas das taxas de redução de emissão de gases do efeito estufa do Protocolo de Kyoto, em 1997, o atual acordo global sobre mudança climática.

Delegados de mais de 160 países estão agora em Bangcoc tentando traçar um plano de ações para fechar um novo acordo sobre como frear as emissões quando expirar validade do Protocolo de Kyoto, em 2012.

"Eu penso que todos concordam que devemos encontrar um caminho para controlar as emissões provenientes da aviação e navegação", disse Yvo de Boer, presidente do quadro de mudanças climáticas da ONU. "A grande questão é como fazer isso. Dentro do processo de convenção ou fora dele?"

Bill Hare, director de políticas climáticas do Greenpeace, disse que as emissões causadas são tricky, considerando a quantidade de países envolvidas em um só vôo - o ponto de partida, de chegada e nacionalidade da empresa aérea.

Ele argumenta que as emissões da aviação deveriam ser inclusas em metas de reduções na emissão de gases de efeito estufa de países ricos do novo acordo, com o país que vende combustível se responsabilizando pelas emissões.

"Se você quer ser um centro de aviação, então há um custo sobre as emissões para isso", disse Hare. Isto iria apressar a indústria no desenvolvimento de mecanismos e aeronaves mais eficientes em relação ao consumo de energia.

Sob o Protocolo de Kyoto, o Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) e a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) foram requisitadas a criarem soluções para os efeitos climáticos causados pela indústria. "O mais complicado é que eles não fizeram nada", disse Hare.

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