Atualizada às 17h06
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O estudo entrevistou 45 casais heterossexuais, de várias idades, juntos há pelo menos seis meses, que responderam aos questionamentos sobre ciúmes e infidelidade e, três meses depois, responderam novamente às mesmas perguntas. Assim, foi possível estabelecer a relação entre os casais, identificando se o ciúme e a infidelidade haviam aumentado em cada caso.
Segundo o psicólogo que liderou a pesquisa, Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos, o conjunto de crenças ciumentas que se tem a respeito do outro, quando em nível elevado, pode incentivar o companheiro a se engajar em comportamentos relacionados à infidelidade. Para ele, se criam expectativas de traição comunicadas de forma sutil.
Os resultados apontaram também que não há diferença significativa de níveis de ciúmes entre homens e mulheres. Apesar disso, os homens têm tendência maior a trair. "Não quer dizer que traiam mais", explica. "Eles estão apenas mais predispostos a procurar outras relações. O ser humano não é naturalmente monogâmico, mas a cultura não incentivará esse comportamento e limitará a busca de novos parceiros", completou.
Redação Terra
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